Exposição de artes de CAPS acontece na Orla da Atalaia

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O Dia Mundial da Saúde Mental foi comemorado em 10 de outubro. Para lembrar esta data, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) promove uma exposição de arte, na Galeria J. Inácio, na Orla da Atalaia, em Aracaju, com trabalhos desenvolvidos por usuários e profissionais de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de municípios sergipanos. Os trabalhos apresentados foram pinturas em tela, esculturas em argila, papel, metal, entre outros.

A abertura da exposição ‘Vivendo em Meio à Arte’, que segue até o próximo dia 19, contou com a apresentação do Coral e dos Tambores do Sertão, do município de Nossa Senhora da Glória. No mesmo momento, foi lançado o livro “Libertação da Saúde Mental” escrito pelo usuário do CAPS de Aracaju David Capistrano, Marco Aurélio, e apresentados números de dança pelo grupo Loucurarte. No dia 17 haverá apresentação de uma banda do CAPS de Tobias Barreto.

Luiz Ricardo de Farias, 27, há quatro anos frequenta o CAPS Ana Pitta, de Nossa Senhora do Socorro, e expôs as mandalas feitas com jornal velho produzidas em conjunto com outras pessoas que frequentam o mesmo serviço. “Produzimos essas peças enrolando o papel jornal até se tornarem canudinhos para moldar a mandala. Me sinto bem fazendo esse trabalho, que é parte da minha terapia”, disse.

Izaiana Thiara é profissional de Educação Física do CAPS de Maruim. No serviço, ela desenvolve diversas atividades a exemplo de dança, alongamento, caminhadas, etc. “Assim como as atividades físicas, a arte estimula os usuários. Eles têm a oportunidade de expor as ideias e mostrar que são pessoas criativas e capazes”, disse a professora.

De acordo com a coordenadora de Atenção Psicossocial da SES, Sony Petris, a arte é uma maneira das pessoas expressarem seus sentimentos e pensamentos, além de organizarem suas idéias. “Esperamos que a exposição seja bastante visitada e consigamos mostrar para a sociedade que as pessoas com transtorno mental ou usuárias de álcool e outras drogas, em tratamento, são capazes de produzir. Dessa forma, diminuir o estigma e o preconceito, fazendo com que as diferenças sejam aceitas“, disse a coordenadora.

Para o fundador da Associação Luz do Sol, que é o CAPS de Nossa Senhora da Glória, “eventos como esse mostram que é possível fazer o tratamento das pessoas com transtorno mental e usuárias de álcool e outras drogas sem ter o foco no medicamento e na internação delas”, disse Messias Cordeiro.

 

Atenção Psicossocial em Sergipe

As pessoas que possuem transtorno mental ou são usuárias de álcool e outras drogas contam com vários equipamentos e serviços integrados em rede: CAPS, SAMU 192 Sergipe, leitos psiquiátricos em unidades hospitalares, comunidades terapêuticas e o atendimento de urgência no Hospital São José.

No Estado são 40 CAPS distribuídos em 29 municípios, nas sete regiões de saúde, divididos em seis tipos: CAPS: I, II, III, Álcool e Drogas (AD), AD III e Infantil, sendo que os tipos III funcionam 24 horas. O acesso dos usuários aos CAPS é através de encaminhamento de unidades de saúde, órgãos intersetoriais de assistência, serviço de urgência e emergência ou pela procura espontânea do usuário, uma vez que é porta aberta para receber a população.

Os CAPS contam com equipe assistencial multidisciplinar formada por profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros) e outros tipos de profissionais, a depender da proposta terapêutica da unidade. Os usuários em crise são atendidos pelo Samu 192 Sergipe, Urgência Mental do Hospital São José, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 horas e salas de estabilização.

Segundo a coordenadora de Atenção Psicossocial da SES, “em Sergipe são disponibilizados 134 leitos nos hospitais da rede pública de Sergipe e nas unidades contratadas. Temos 14 leitos de internação e 16 de retaguarda no Hospital São José, oito no Hospital Universitário, 16 no Hospital de Cirurgia, e mais 80 na Clínica de Repouso São Marcelo. Mais 10 leitos estão sendo implantados no Hospital Regional de Lagarto, 15 no Hospital Regional de Estância e mais sete no Hospital Santa Cecília, em Aquidabã. Com esses leitos em fase de implantação chegaremos a um total de 166 em Sergipe, acima dos menos de 90 leitos preconizados pelo Ministério da Saúde”, contabiliza Sony Petris.

Todos os leitos, além dos disponibilizados na Rede Hospitalar, são todos co-financiados pelo Governo do Estado. Mais 80 leitos masculinos e femininos são ofertados em Comunidades Terapêuticas para usuários de álcool e outras drogas estabilizados. Desse total, metade é ofertada pela Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social (Seides) e a outra metade pelo Governo Federal, através de contrato direto com três instituições.

 

Fonte: infonet


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